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Esgotamento Emocional Crônico. O que há por trás disso?

Você vive ocupada, mas, por dentro, sente que está desmoronando. Mesmo quando poderia descansar, você segue disponível. Resolve uma coisa, lembra de outra. Se antecipa, se responsabiliza, deixa tudo organizado pra todo mundo — tudo para que os outros fiquem bem.

É como se parar de fazer fosse perigoso pra você. Como se, ao parar, tudo desmoronasse…

Você aprendeu, lá atrás, que precisava ser útil para ser amada. Que precisava manter tudo em paz, mesmo que isso custasse ficar bem. E essa ideia foi crescendo e se fortalecendo com você.

O amor que você busca, você tenta merecer — sendo necessária

Não é que você seja pouco. Ou quebrada, ou tenha “vindo com defeito”. Você acredita que precisa ser ainda melhor. Dar mais. Fazer mais. Sustentar mais. No fundo, o medo não é o de falhar… É o medo profundo, e muitas vezes inconsciente, de não ser amada se não for necessária.

E é isso que mantém vivo o ciclo do autoabandono.

O ciclo do autoabandono

Você se sente insuficiente → Serve, sustenta, salva → Se molda, se abandona → Se excede, se esgota → Não se sente reconhecida, amada, vista, ouvida → Se sente mais insuficiente ainda → Serve mais, sustenta mais, salva mais (coloca mais força..)

E repete e repete e repete, de forma automática. Você não pensa sobre isso, só vive assim! Esse é o CICLO DO AUTOABANDONO.

Ele é um CICLO VICIOSO e automático que se retroalimenta ao mesmo tempo que reforça suas crenças de insuficiência e sua estratégia de precisar fazer mais, colocar mais força, ou ser melhor, nisso ou naquilo, para ser amada!

O esgotamento emocional crônico

Você não está cansada porque faz muito. Você está cansada porque se exclui de tudo o que faz!

Isso tem nome: codependência emocional. A Codependência emocional ou codependência afetiva é um transtorno de personalidade que se desenvolve na infância, quando você é “ensinada” a acreditar que precisa deixar de ser quem é para se tornar quem, o ambiente ou as pessoas que criaram você, precisaram para você fosse para que toda a estrutura familiar pudesse se manter minimamente funcionando.

E é nisso que se assenta sua crença de que tudo depende de você para ficar bem e sua crença de não se sentir boa o suficiente, porque, é claro que, por mais que você tenha feito de tudo o possível na sua infância não deu certo, pois esse TUDO era responsabilidade demais para uma criança dar conta.

Isso não é algo que foi consolidado na sua identidade da noite para o dia, não vem de um trauma emocional em específico… Vem de uma repetição de eventos que “ensinaram” você a acreditar que você é como se percebe agora.

Existe uma saída, mas não existe uma saída mágica

Tudo isso é complexo demais para ser desconstruído por uma solução mágica e rápida…

Essa é uma estrutura criada para sua sobrevivência em um ambiente da infância onde havia ou alguém doente, ou um ou mais adulto indisponível emocionalmente para você, ou alcoolismo, ou uso de drogas, ou violência, ou instabilidade demais para que uma criança pudesse se preocupar apenas com ser criança.

E essa estrutura só começará a ser superada quando você DECIDIR olhar com integridade para si mesma.

Por onde você começa essa virada? Por um movimento simples — e profundamente corajoso: tirar essa força que você usou para garantir o bem de todos e começar a investir essa força em si mesma.

Percebendo o que você pensa, o que sente, o que deseja. Reconhecer seus limites, suas necessidades. E começar a VIVER se incluindo em cada decisão, cada gesto, cada passo da sua nova vida.

É um recomeço interno. Não tem a ver com parar de agir, mas com COMEÇAR a agir a partir de uma postura que também inclua a sua paz, leveza e felicidade, além da paz, leveza e felicidade dos outros.

E, se isso te parecer bastante exigente é porque realmente é! Você passou a vida inteira olhando para fora — e é injusto exigir que agora saiba como olhar pra dentro sozinha.

Se algo em você entendeu o que foi dito aqui, talvez seja a sua hora de escutar o que você mesma tem a dizer. 

Com amor, Camila.🌷

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Camila Brito

Psicoterapeuta há mais de 7 anos, possuo sólida formação, trajetória profissional enriquecedora e experiência consolidada no atendimento à adultos e adolescentes a partir dos 17 anos. Tudo isso se traduz em valioso diferencial para quem busca apoio emocional profissional de qualidade.

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